08/08/2017 – 09:48
Redator: George Brito (DRT-BA 2927)
“Ele vai ter que registrar”, afirmava Débora, minutos antes de Everaldo chegar ao Centro, vindo do município de Cachoeira. Os dois assistiram juntos à palestra da assistente social Ângela Almeida, no primeiro dia do mutirão de ações que o MP, por meio do projeto Paternidade Responsável realiza até o próximo dia 15, na região da Liberdade, com palestas e atendimentos à população, para agendamento de audiências na sede do Nupar, em Nazaré, onde são concluídos os procedimentos de reconhecimento e realizados outros serviços, como acordo de alimentos.
Débora contou que Everaldo foi embora da Liberdade, em Salvador, para a cidade de Cachoeira logo após saber dela que estava grávida de oito dias. “Tinha muita dificuldade de localizar onde ele mora. Há cinco anos ele voltou, não quis registrar e sumiu de novo. Somente agora, consegui contato com ele e falei sobre a convocação do MP”, disse. Everaldo afirmou que mora na zona rural e o pouco que ganha com o trabalho, “apenas para comer”, lhe trazia e traz dificuldades. Logo após a palestra, o ex-casal foi para o Nupar e lá formalizaram o reconhecimento da paternidade.
Na palestra, Ângela Almeida falou sobre a importância da presença paterna na formação psicossocial da criança e explicou porque as notificações do MP são entregues diretamente às mães. “A responsabilidade também é nossa, como mães, é conjunta”, afirmou. E pediu que elas devem ser “agentes multiplicadores”, para orientar vizinhos, parentes e amigos com filhos sem registro de paternidade, estimulando-os a procurar o MP. Hoje, dia 8, a palestra e o pré-atendimento ocorre, pela tarde, na Escola Municipal Abrigo Filhos do Povo, na Rua Direta da Liberdade.

