Ações no 2 de julho: MPBA visita terreiro em Cachoeira e reforça proteção aos direitos de comunidades tradicionais

02/07/2026 – 12:15

Redator: Júlio César Borges dos Santos*

Iniciativa integrou as atividades do projeto MP no 2 de Julho e teve como foco a escuta da comunidade, o enfrentamento à intolerância religiosa e a promoção de direitos

Como parte das ações desenvolvidas pelo Ministério Público do Estado da Bahia durante as celebrações do 2 de Julho em Cachoeira, promotores de Justiça realizaram visita institucional ao terreiro Ilê Axé Icimimó, localizado na zona rural do município. A atividade teve como objetivo ouvir a comunidade, fortalecer o diálogo com povos tradicionais de matriz africana e identificar demandas relacionadas à garantia de direitos, à preservação de suas identidades e à valorização de suas memórias. Participaram da visita os promotores de Justiça Rogério Queiroz, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos (Caodh) e Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid).

Promotores de Justiça Rogerio Queiroz e Sara Gama

A visita, que reuniu lideranças religiosas e integrantes da comunidade, buscou aproximar o Ministério Público das comunidades tradicionais de terreiro. Além de ouvir as demandas locais,o MPBA se colocou à disposição para dialogar sobre possíveis soluções para os desafios enfrentados pela comunidade e atuar como facilitador junto aos órgãos competentes quando necessário.  O promotor de Justiça Rogério Queiroz destacou a importância histórica e cultural do Ilê Axé Icimimó, terreiro fundado em 1736. “Como tantas outras comunidades de terreiro, ele enfrenta desafios e dificuldades. O Ministério Público veio abrir esse diálogo, ouvir a comunidade e buscar a construção conjunta de soluções. Nosso papel é estar aberto às comunidades tradicionais, às comunidades de terreiro, quilombolas e a todos os povos tradicionais do estado”, afirmou. 

Promotores de Justiça Rogerio Queiroz e Sara Gama no terreiro

Durante o encontro, a promotora de Justiça Sara Gama destacou o compromisso da instituição com o enfrentamento à discriminação religiosa e à violência contra mulheres de religiões de matriz africana. “Estamos aqui para reforçar o papel institucional de proteção, inclusive às mulheres que participam de religiões de matriz africana e que, infelizmente, ainda são vítimas de violência e discriminação. Queremos reafirmar que todas elas contam com o Ministério Público para fomentar políticas públicas e garantir que possam exercer a sua religiosidade, sua crença e sua fé sem nenhum tipo de violência”, ressaltou. 

A visita também acontece no âmbito do projeto ‘Mãe Bernadete – MP e Quilombos, Protegendo Direitos, Identidades e Ancestralidades’, que objetiva realizar escuta técnica e qualificada em comunidades quilombolas para identificar demandas e potencialidades a fim de proteger os patrimônios daquelas comunidades, preservando cultura e memória desses locais.

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